Conteúdo do curso
Módulo 1 – ABA na Teoria
O curso foi estruturado para oferecer uma formação completa e profunda sobre a teoria e a prática da Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Ao longo de dezoito videos aulas, leitura de e books e artigos, o aluno terá acesso a conteúdos cuidadosamente organizados, que abrangem desde os fundamentos teóricos da ciência comportamental até a aplicação prática em diferentes contextos clínicos, escolares e residenciais. Cada aula foi pensada para garantir não apenas o entendimento conceitual, mas também a capacidade de implementar estratégias baseadas em evidências, promovendo intervenções eficazes e éticas. No Módulo 2, o aluno vivenciará um dos momentos mais importantes da formação: a introdução à ABA na prática. Nesta etapa, serão apresentados 13 vídeo aulas praticas e um resumo geral, para que a aluno consiga aplicar a ABA na Pratica. O objetivo é que o aluno compreenda como transformar teoria em ação, desenvolvendo habilidades práticas essenciais para trabalhar com crianças, adolescentes e adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições do desenvolvimento. Ao concluir este curso, o aluno estará preparado para seguir para os níveis mais avançados da formação, já com uma base sólida que sustentará todas as práticas futuras ao longo de sua vida profissional.
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Formação em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) – Boas-vindas

Autor: Márcio Gomes Costa
Psicopedagogo, Psicanalista e Analista do Comportamento

No primeiro dia de trabalho, a Assistente Terapêutica (AT) ABA é recebida calorosamente na clínica. É apresentada à equipe, que a acompanha para uma visita guiada pelas instalações. Durante a visita, ela conhece os locais onde ocorrem as sessões de terapia, salas de espera, banheiros e áreas comuns. São apresentados os materiais que utilizará, como brinquedos, jogos educacionais, materiais de comunicação alternativa, entre outros. A AT recebe orientações sobre como organizar e manter os materiais de forma acessível e atrativa para os pacientes.

Ela aprende sobre programas específicos, como o PECS (Sistema de Comunicação por Troca de Figuras) e o VB-MAPP (Avaliação do Perfil de Habilidades Verbais). Também é instruída a construir materiais personalizados para cada paciente, de acordo com suas necessidades e interesses.

A AT recebe informações sobre os diferentes níveis de autismo dos pacientes que fazem atendimento na clínica. Ela aprende a recepcioná-los de maneira acolhedora, adaptando sua forma de falar e agir de acordo com as necessidades individuais de cada criança. É enfatizada a importância do vestuário adequado, que deve ser confortável, permitindo movimentos livres, e de cores suaves para evitar estímulos excessivos. Além disso, a AT é orientada a evitar o uso de adornos, como brincos pendurados, cordões longos e pulseiras que possam ser facilmente acessados pelo paciente. Esses adornos podem causar lesões no ouvido e em outras partes do corpo do AT, além de distrair o paciente durante as intervenções.

A clínica estabelece diretrizes claras, como a proibição de consumir o lanche dos pacientes e a necessidade de procurar a supervisão em qualquer situação em que ela se sinta despreparada para agir. Em casos de necessidade de troca de fralda, a AT deve seguir os protocolos da clínica e buscar orientação sempre que necessário (Johnson et al., 2018).

A AT é orientada sobre a importância de manter a sala organizada e o quadro de rotinas atualizado. Ela aprende a mostrar o quadro de rotina para a criança e a seguir essa rotina de forma consistente. O objetivo é tornar o dia do autista mais feliz e construtivo, levando-o a aprender mais e mais a cada dia.

É enfatizada a importância do relacionamento entre as ATs e as famílias dos autistas. Elas são orientadas a manter uma comunicação aberta e transparente, fornecendo feedback regular sobre o progresso da criança e envolvendo os pais no processo terapêutico. São incentivadas rodas de discussão para estudo de casos clínicos e para a criação de estratégias de intervenção em diversos contextos.

Para manter um ambiente livre de tensões e conflitos, é essencial que as ATs cultivem uma relação de respeito mútuo e colaboração. Devem ser incentivadas práticas como a escuta ativa, a empatia e a comunicação clara entre os membros da equipe. Caso uma situação de conflito se estabeleça, é importante que as ATs busquem resolver o problema de forma construtiva e respeitosa. Isso pode envolver uma conversa franca entre as partes envolvidas, com foco na busca por soluções que atendam às necessidades de todos. Se necessário, a supervisão ou mediação de um membro mais experiente da equipe pode ser solicitada.

Aprendemos hoje que a rotina de uma Assistente Terapêutica ABA em uma clínica é pautada pelo cuidado, organização e dedicação em proporcionar o melhor suporte possível para os pacientes e suas famílias. Na próxima aula estudaremos sobre a criação de vínculo na Análise do Comportamento Aplicada (ABA).