Autora: Paula Armero da Cruz Costa
Graduanda em Psicologia, com curso de Assistente Terapêutico ABA
Avaliação de preferências – operante livre
Introdução
Caro aluno, neste treino aprenderemos sobre a avaliação de preferências por operante
livre, um método prático e eficiente para identificar itens ou atividades mais
atrativos para a criança. Esse tipo de avaliação é fundamental para determinar
reforçadores potenciais de maneira natural e espontânea.
Objetivo
Identificar itens ou atividades preferidas pela criança por meio de uma avaliação
de preferência por operante livre, registrando escolhas e tempo de interação com
cada estímulo apresentado.
Materiais necessários
- itens diversos: brinquedos, lanches, atividades e estímulos sensoriais previamente indicados como possíveis reforçadores (entre 5 e 10 itens);
- ferramentas de apoio: cronômetro ou relógio para mensurar o tempo de interação;
- folha de registro: para documentar as escolhas e o tempo de interação com cada item.
Passo a passo da avaliação
Passo 1: preparação
Selecione uma variedade de itens que a criança possa gostar, incluindo brinquedos,
alimentos, atividades e estímulos sensoriais. Em seguida, prepare um ambiente seguro,
tranquilo e livre de distrações, permitindo a observação adequada da interação da
criança com os itens.
Passo 2: apresentação inicial
Disponha todos os itens selecionados de forma acessível em uma área específica.
Oriente a criança de maneira simples, por exemplo: “Você pode brincar com o que
quiser”.
Passo 3: observação e registro
Inicie a observação assim que a criança começar a interagir com os itens disponíveis.
Utilize um cronômetro para registrar:
- quais itens a criança escolhe;
- quanto tempo permanece em cada item;
- quantas trocas realiza e o tempo dedicado a diferentes estímulos.
Passo 4: análise dos dados
Analise os registros obtidos para identificar quais itens foram escolhidos com maior
frequência e por mais tempo. A partir desses dados, estabeleça uma classificação
dos itens preferidos com base no tempo total de interação.
Exemplo prático
Terapeuta: Oi, Angelina, tudo bem? Nossa, hoje você está tão linda,
toda de rosa. Você gosta de rosa, não é?
Terapeuta: Hoje a tia vai mostrar vários brinquedos para você.
Você pode brincar com qualquer um deles. Escolha o que quiser, está bem?
(Angelina começa a interagir com os itens enquanto a terapeuta observa e registra
o comportamento.)
Terapeuta: Hum, você está gostando bastante desse brinquedo.
Agora vi que você trocou por outro. Vamos ver qual você gosta mais.
(A terapeuta continua registrando as escolhas e o tempo de interação de Angelina.)
Terapeuta: Muito bem, Angelina. Percebi que você brincou bastante
e se divertiu muito hoje. Foi bem divertido, não foi? Toca aqui! Isso!
Considerações finais
Caro aluno, agora que você aprendeu sobre a avaliação de preferência por operante
livre, poderá utilizá-la para identificar os reforçadores mais eficazes para cada
criança, respeitando suas escolhas e preferências individuais.
Trata-se de um método natural que permite uma análise rica do comportamento
espontâneo da criança, contribuindo de forma significativa para intervenções
mais personalizadas e eficazes.
