Leia o conteúdo, examine o estudo de caso, realize o exercício e confira o gabarito apresentado na própria aula.
Introdução
Dados de saúde são dados pessoais sensíveis. Seu tratamento deve possuir finalidade legítima, acesso controlado e proteção contra perda, alteração, divulgação ou uso indevido. Segurança da informação integra segurança do paciente porque registros incorretos, indisponíveis ou associados à pessoa errada podem produzir dano assistencial.
Condutas práticas
- Utilizar contas individuais e senhas não compartilhadas.
- Bloquear a tela ao se afastar.
- Confirmar destinatário antes de enviar documento.
- Evitar informações clínicas em grupos ou dispositivos não autorizados.
- Restringir impressão e descarte de documentos.
- Corrigir registros de modo rastreável, sem apagar a história.
- Comunicar suspeitas de acesso, perda ou envio indevido.
Princípio do acesso necessário
O trabalhador acessa somente as informações necessárias para sua função. Curiosidade, vínculo pessoal ou facilidade técnica não autorizam consulta. Prestadores e terceiros devem observar as mesmas regras institucionais.
Incidente de informação
Envio ao destinatário errado, prontuário aberto em equipamento público, fotografia não autorizada e perda de dispositivo são exemplos. A resposta inclui contenção, preservação de evidências, comunicação ao responsável e avaliação das medidas legais e assistenciais aplicáveis.
Estudo de caso
Um resultado é anexado ao prontuário de paciente com nome semelhante. A divergência é percebida antes da conduta médica. A equipe bloqueia o documento, corrige com rastreabilidade, verifica se houve acesso indevido e analisa a etapa de seleção do cadastro. O caso é tratado simultaneamente como risco assistencial e de proteção de dados.
Exercício
Mapeie um fluxo de informação da clínica e identifique onde pode ocorrer acesso indevido, troca de paciente, perda ou indisponibilidade.
