Leia o conteúdo, examine o estudo de caso, realize o exercício e confira o gabarito apresentado na própria aula.
Resumo do treinamento
Este treinamento orienta o planejamento e a execução segura da mobilização, transferência e transporte do paciente ortopédico dentro da clínica e para outros serviços. O conteúdo aborda avaliação clínica e funcional, risco de queda, restrição de apoio, escolha de cadeira de rodas, maca e dispositivos auxiliares, divisão de responsabilidades, ergonomia, comunicação, proteção de imobilizações, continuidade do cuidado, resposta às intercorrências e registro.
Público-alvo
Médicos, profissionais de enfermagem, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, técnicos de radiologia, recepcionistas, profissionais de transporte e apoio, membros do Núcleo de Segurança do Paciente, responsáveis técnicos e demais trabalhadores que auxiliem o paciente a levantar, sentar, caminhar, mudar de superfície, utilizar dispositivos de mobilidade ou deslocar-se dentro e fora da clínica.
1. Introdução
O paciente ortopédico pode apresentar dor, limitação de movimento, redução de força, alteração de equilíbrio, proibição de apoio, imobilização, tontura ou medo de cair. Essas condições tornam atividades aparentemente simples, como levantar de uma cadeira ou passar para a mesa de radiografia, momentos de risco. Uma transferência improvisada pode causar queda, deslocamento de fratura, perda de alinhamento, lesão de pele, retirada acidental de dispositivo e dano ao trabalhador.
Segurança não depende apenas de força física. Exige avaliação, planejamento, técnica, comunicação e equipamento adequado. A Occupational Safety and Health Administration destaca que dispositivos de elevação e transferência são componentes importantes para controlar o risco de lesões em pacientes e trabalhadores. Tentar sustentar manualmente um paciente que não consegue colaborar expõe todos a forças imprevisíveis e não deve ser tratado como demonstração de competência.
O Protocolo de Prevenção de Quedas do Ministério da Saúde, Anvisa e Fiocruz orienta avaliação de risco e medidas individualizadas. Na clínica ortopédica, essas medidas devem acompanhar toda a jornada, da recepção ao exame, procedimento, alta ou transferência externa. O transporte é parte do cuidado e precisa preservar identificação, estado clínico, restrições, documentos e responsabilidade profissional.
2. O que é este treinamento
É uma capacitação teórica e prática para desenvolver competência na avaliação da mobilidade e no uso de técnicas e dispositivos seguros. Ao final, o participante deverá reconhecer quando não realizar movimento, escolher o recurso adequado, preparar o ambiente, explicar a ação, definir funções, proteger o membro afetado, observar sinais de intolerância, comunicar informações essenciais e registrar intercorrências.
O treinamento não autoriza manipulação, redução, apoio de peso ou mobilização contrária à prescrição. Técnicas específicas precisam ser demonstradas e avaliadas presencialmente. O número de profissionais e o equipamento dependem das condições do paciente e da tarefa. Uma regra fixa não substitui avaliação de risco realizada imediatamente antes do movimento.
3. Desenvolvimento
3.1 Mobilização, transferência e transporte
Mobilização inclui mudança de posição, sentar, levantar e caminhar. Transferência é a passagem entre superfícies, como cadeira, maca, mesa de exame ou veículo. Transporte é o deslocamento do paciente em cadeira de rodas, maca ou outro meio, dentro da clínica ou para unidade externa. Embora relacionados, esses processos possuem riscos e responsabilidades diferentes.
A equipe deve definir o início e o término da responsabilidade. Um paciente não pode ser deixado sozinho na borda da maca enquanto se busca material. A transferência somente termina quando ele está estável, apoiado, com freios acionados, proteção ajustada e sob responsabilidade da pessoa que dará continuidade ao cuidado.
3.2 Avaliação antes do movimento
Antes de mobilizar, confirmam-se dois identificadores, destino e objetivo. A avaliação considera nível de consciência, compreensão, dor, força, equilíbrio, capacidade de apoiar peso, restrições médicas, membro afetado, gesso ou órtese, tontura, pressão arterial quando indicada, visão, calçado, peso corporal, quedas anteriores e dispositivos presentes. O paciente demonstra o que consegue fazer, sem ser colocado em risco para provar capacidade.
Também se verifica mudança recente. Um paciente que caminhou na chegada pode estar sonolento após medicamento, doloroso após procedimento ou incapaz de apoiar após nova imobilização. A condição atual prevalece sobre o registro anterior. Dor intensa, falta de ar, alteração de consciência, deformidade nova, sangramento ou comprometimento neurovascular interrompem a mobilização e exigem avaliação clínica.
3.3 Classificação da assistência necessária
O protocolo institucional pode classificar o paciente como independente, necessitando supervisão, assistência parcial, assistência ampla ou transferência mecânica. A classificação deve indicar o que ele pode fazer, qual dispositivo será usado e quantas pessoas capacitadas são necessárias. Termos vagos como “anda com ajuda” não informam se a pessoa suporta peso ou como deve ser protegida.
O paciente independente ainda precisa de ambiente seguro e orientação. Supervisão significa presença próxima, sem sustentar continuamente. Assistência parcial pressupõe participação previsível. Quando o paciente não suporta peso, é instável, possui obesidade, dor intensa ou não compreende comandos, a equipe utiliza recurso mecânico ou técnica prevista, com profissionais suficientes.
3.4 Planejamento da tarefa
Antes de iniciar, a equipe define origem, destino, caminho, posição final, líder, contagem para movimento e plano se o paciente perder força. Ajustam-se alturas, removem-se obstáculos, organizam-se tubos e apoios e aproximam-se as superfícies. Cadeira e maca são inspecionadas, posicionadas e travadas. Apoios de pés são afastados durante a passagem para evitar tropeço.
O profissional explica o movimento em etapas e confirma compreensão. Comandos devem ser curtos e consistentes. Uma pessoa coordena a contagem, evitando que cada integrante mova em momento diferente. Se o ambiente, equipe ou equipamento forem insuficientes, a transferência é adiada até que a condição segura seja estabelecida, salvo emergência com resposta definida.
3.5 Uso seguro da cadeira de rodas
Antes do uso, verificam-se estrutura, rodas, freios, assento, encosto, apoio de braços, apoio de pés, cinto quando indicado e capacidade de peso. A cadeira deve ser compatível com o paciente e com o percurso. Freios são acionados durante entrada, saída e parada. O paciente não utiliza o apoio de pés como degrau, salvo dispositivo especificamente projetado para isso.
Durante o deslocamento, pés permanecem apoiados e membros lesionados recebem suporte conforme prescrição. Mãos e roupas não podem ficar próximas às rodas. Em rampas, desníveis e portas, a técnica segue treinamento e características do equipamento. Objetos não são pendurados de forma que alterem estabilidade. Ao estacionar, a cadeira fica em área segura e com freios acionados.
3.6 Uso seguro da maca
A maca deve possuir rodas e freios funcionais, grades, superfície íntegra e capacidade adequada. Antes da transferência, ajusta-se a altura e travam-se as rodas. Grades permanecem elevadas durante o transporte, exceto no lado usado para a passagem e apenas durante o tempo necessário. O paciente é centralizado e coberto sem comprometer observação ou dispositivos.
A maca não é deixada em inclinação ou passagem. Durante o deslocamento, um profissional mantém controle e visão do trajeto. Portas, elevadores e curvas são abordados com velocidade segura. O membro imobilizado não pode projetar-se para fora. Cilindros, bolsas e documentos são fixados em suportes apropriados, nunca sobre o paciente.
3.7 Dispositivos de auxílio e equipamentos de transferência
Bengalas, muletas e andadores devem ser dimensionados, ajustados e inspecionados. Ponteiras gastas, estrutura deformada ou altura inadequada favorecem queda e sobrecarga. O paciente recebe treino sobre sequência, apoio permitido, degraus e mudanças de direção. A entrega sem demonstração não comprova uso seguro.
Pranchas, discos, cintos de marcha, lençóis deslizantes e elevadores são utilizados somente quando apropriados e por equipe treinada. O dispositivo deve ser compatível com peso, superfície, lesão e capacidade de colaboração. Equipamentos precisam estar acessíveis; quando ficam distantes ou sem manutenção, cresce a tendência de substituí-los por levantamento manual inseguro.
3.8 Proteção do membro lesionado
Durante a movimentação, o membro afetado é apoiado para evitar queda, rotação, impacto ou tração. Gesso, tala, fixador, curativo e órtese são observados antes e depois. A equipe respeita a restrição de carga e não utiliza o membro lesionado como ponto de apoio. Dor nova, estalido, deformidade, sangramento ou mudança neurovascular exigem interrupção e avaliação.
Na passagem para mesa de radiografia, a busca por posicionamento não pode ultrapassar limites terapêuticos. O técnico e o profissional assistencial combinam o movimento e preservam alinhamento. Quando a imagem requer posição que o paciente não tolera, o responsável é comunicado para definir alternativa, sem forçar a articulação.
3.9 Comunicação durante a transferência
Uma pessoa lidera e utiliza comunicação fechada. Cada participante confirma sua função, e o movimento ocorre após comando único. O paciente é orientado sobre onde colocar mãos e pés e sobre não agarrar o pescoço do profissional. Mudança inesperada é verbalizada imediatamente. Conversas paralelas e pressa aumentam descoordenação.
Na entrega ao destino, informam-se identificação, diagnóstico, lado, restrição de apoio, dor, risco de queda, dispositivos, medicamentos recentes, alergias, condição atual e assistência necessária. O modelo SBAR pode estruturar situação, antecedentes, avaliação e recomendação. A passagem verbal acompanha a documentação pertinente.
Tabela 15: Planejamento seguro da mobilização e transferência
| Etapa | Verificação | Risco prevenido | Conduta |
|---|---|---|---|
| Avaliação | Consciência, dor, equilíbrio, apoio, restrições e dispositivos. | Queda, piora clínica e movimento contraindicado. | Classificar assistência e interromper se houver gravidade. |
| Ambiente | Piso, percurso, altura, espaço, obstáculos e iluminação. | Tropeço, colisão e postura insegura. | Corrigir o ambiente antes do movimento. |
| Equipamento | Freios, rodas, grades, apoios, capacidade e integridade. | Deslocamento, quebra e queda. | Bloquear equipamento defeituoso e substituir. |
| Equipe | Líder, funções, número de pessoas e comando único. | Movimento descoordenado e lesão ocupacional. | Solicitar apoio e usar recurso adequado. |
| Execução | Proteção do membro, alinhamento, tolerância e comunicação. | Dor, deslocamento e perda de dispositivo. | Parar diante de mudança ou instabilidade. |
| Entrega | Identificação, condição, restrições, documentos e responsável. | Perda de informação e continuidade insegura. | Realizar passagem estruturada e registrar. |
Fonte: elaboração institucional com base no Protocolo de Prevenção de Quedas e em práticas de manuseio seguro de pacientes.
3.10 Ergonomia e segurança do trabalhador
O trabalhador deve evitar levantamento manual do peso total do paciente, torção do tronco, alcance distante e movimento brusco. Aproximar superfícies, ajustar altura, manter base estável e utilizar equipamentos reduz carga biomecânica. A OSHA orienta programas de manuseio seguro com avaliação de perigos, participação dos trabalhadores, equipamentos e treinamento.
A equipe não deve aceitar frases como “sempre fizemos com duas pessoas” sem considerar peso e capacidade atual. Número de profissionais não compensa ausência de equipamento em todas as situações. Dor ou lesão ocupacional deve ser comunicada e avaliada. Incidentes com trabalhadores e pacientes são analisados de forma integrada.
3.11 Prevenção de quedas durante a mobilidade
O risco é reavaliado quando a condição muda, após procedimento, medicamento, imobilização ou relato de tontura. Piso seco, iluminação, barras, assentos firmes, campainha ou chamada acessível e calçado adequado compõem as barreiras. Pacientes de risco não devem caminhar sozinhos até banheiro ou saída por conveniência do fluxo.
A equipe orienta o paciente a pedir ajuda e mantém o dispositivo ao alcance. Pulseira ou sinalização, quando usadas, não substituem assistência. Queda anterior, urgência urinária, hipotensão, medo e desconhecimento das muletas precisam ser considerados. O plano deve ser individualizado e comunicado entre setores.
3.12 Se o paciente começar a cair
A resposta deve seguir técnica ensinada presencialmente. O profissional não tenta sustentar carga incompatível nem realiza movimento que exponha sua coluna. Protege a cabeça e conduz a descida de modo controlado quando possível, chama ajuda e não levanta imediatamente. A área é protegida e o paciente recebe avaliação clínica antes de nova mobilização.
Após a queda, registram-se condições, local, horário, mecanismo, achados e medidas. Suspeita de lesão de cabeça, coluna, quadril, fratura ou alteração neurológica exige imobilidade relativa e resposta de emergência conforme protocolo. A equipe não minimiza o evento porque o paciente afirma estar bem.
3.13 Transporte interno para exames e procedimentos
Antes de sair, confirma-se que o destino está pronto e que o exame ou procedimento pode ser realizado. Isso evita permanência em corredor ou transferências repetidas. A equipe envia pedidos, imagens, resultados e identificação corretos. O paciente mantém privacidade e não é deixado sem supervisão quando possui risco.
O meio de transporte corresponde à condição, não à distância. Um trajeto curto pode exigir maca. Durante o percurso, observam-se dor, consciência, respiração e dispositivos. Ao chegar, a responsabilidade é formalmente transferida. Se o destino não puder receber, o paciente retorna a local seguro com assistência adequada.
3.14 Transferência externa e transporte sanitário
A transferência para hospital ou outro serviço exige decisão clínica, contato com destino quando aplicável, escolha do transporte e equipe compatível com estabilidade. Paciente com risco de deterioração não deve ser enviado em veículo particular apenas por disponibilidade. Emergências são reguladas pelo SAMU 192 ou fluxo regional correspondente.
A documentação inclui motivo, história, alergias, medicamentos, procedimentos, imobilizações, estado neurovascular, sinais vitais quando indicados, exames e medidas realizadas. O serviço registra horário, destino, transporte e profissional que recebeu. Objetos pessoais e documentos são controlados sem atrasar assistência.
3.15 Pacientes com necessidades específicas
Pessoas idosas podem apresentar fragilidade, osteoporose, hipotensão e medo. Crianças exigem equipamento compatível e presença segura do responsável. Pessoas com obesidade necessitam recursos com capacidade adequada e planejamento sem estigmatização. Gestantes, amputados e pessoas com alterações neurológicas requerem avaliação individual.
Pacientes com autismo, demência ou deficiência intelectual podem ter dificuldade com toque, ruído, comandos simultâneos ou mudança de ambiente. Explicação antecipada, demonstração, recursos visuais, tempo e presença de acompanhante podem reduzir agitação. Comportamento de recusa pode indicar dor, medo ou incompreensão e deve ser investigado antes de tentativa física.
3.16 Limpeza e manutenção dos dispositivos
Cadeiras, macas, pranchas e cintos são limpos e desinfetados entre pacientes conforme protocolo e fabricante. Rodas, freios, grades, cintos e apoios são inspecionados. Equipamento com defeito é identificado, retirado de uso e encaminhado para manutenção, sem permanecer disponível como alternativa informal.
A clínica mantém inventário, manutenção preventiva e corretiva e registro das ocorrências. Ponteiras de muletas, superfícies rasgadas e rodas desalinhadas são riscos assistenciais. O profissional que identifica a falha precisa dispor de canal simples e equipamento substituto.
3.17 Registro, notificação e indicadores
O prontuário registra avaliação da mobilidade, restrição de apoio, dispositivo, assistência necessária, orientação, destino e intercorrências. Quedas, quase quedas, falhas de equipamento, lesões durante transferência e perdas de dispositivos são comunicadas ao NSP. O registro deve ser objetivo e não atribuir culpa sem análise.
Indicadores podem incluir quedas durante transferência, quase quedas, conformidade dos freios, uso de avaliação prévia, treinamento vigente, falhas de equipamentos e lesões ocupacionais. Auditorias observacionais verificam se o fluxo real corresponde ao protocolo. Os resultados orientam aquisição, mudanças ambientais e treinamento.
4. Estudo de caso
Uma paciente de 76 anos, com fratura de tornozelo e orientação de não apoiar o membro direito, precisa passar da cadeira de rodas para a mesa de radiografia. Ela relata tontura e diz que nunca usou muletas. Um profissional sugere que ela se levante rapidamente apoiada pelos braços de dois trabalhadores. Antes do movimento, a técnica de radiologia interrompe e solicita reavaliação.
A equipe constata que a cadeira estava com um freio instável e que a paciente não conseguia sustentar o peso apenas no membro esquerdo. A cadeira é bloqueada e substituída. A transferência é planejada com equipamento auxiliar, profissionais capacitados, superfícies ajustadas e proteção do tornozelo. A paciente é orientada por comandos únicos e chega estável à mesa.
O NSP registra o quase erro e identifica ausência de classificação da assistência, cadeira sem manutenção e comunicação incompleta da restrição de apoio. O plano inclui campo obrigatório no prontuário, inspeção diária, treinamento prático e disponibilidade de dispositivo de transferência. O caso demonstra que força manual e pressa não substituem avaliação e equipamento.
5. Exercício de aprendizagem
Responda às questões:
- Quais dados devem ser avaliados antes de mobilizar um paciente ortopédico?
- Qual é a diferença entre supervisão, assistência parcial e transferência com recurso mecânico?
- Quais itens precisam ser conferidos em uma cadeira de rodas?
- Por que o meio de transporte não deve ser escolhido apenas pela distância?
- Quais informações devem ser passadas ao setor ou serviço de destino?
- Como agir quando o paciente apresenta tontura ou começa a cair?
Atividade prática: simule a passagem de um paciente com restrição de apoio da cadeira de rodas para a mesa de exame. Avalie ambiente, equipamento, equipe, comunicação, proteção do membro e posição final. Registre duas barreiras eficazes, duas falhas e um plano de ação com responsável e prazo.
6. Gabarito comentado
- Avaliar identificação, objetivo, consciência, compreensão, dor, força, equilíbrio, apoio permitido, restrições, membro afetado, dispositivos, tontura, quedas anteriores e ambiente.
- Supervisão requer presença próxima; assistência parcial pressupõe participação previsível do paciente; recurso mecânico é indicado quando a carga ou a colaboração torna o manejo manual inseguro.
- Estrutura, rodas, freios, assento, encosto, apoios, cinto quando indicado, limpeza, capacidade de peso e compatibilidade com o paciente.
- Mesmo um trajeto curto pode envolver paciente instável, sem apoio ou com risco de deterioração. A condição clínica define o recurso.
- Identificação, diagnóstico, lado, restrição de apoio, dor, risco de queda, dispositivos, medicamentos recentes, alergias, condição atual e ajuda necessária.
- Interromper o movimento, sentar ou deitar com segurança quando possível, chamar ajuda e avaliar. Se começar a cair, utilizar a técnica treinada, proteger a cabeça e não tentar sustentar carga incompatível.
7. Conclusão
Mobilização, transferência e transporte são intervenções assistenciais e não tarefas meramente logísticas. Avaliar capacidade, restrição de apoio, risco de queda, ambiente, equipe e equipamento evita danos ao paciente e ao trabalhador. O movimento somente deve começar quando origem, destino, comando e posição final estiverem definidos.
Na clínica ortopédica, a proteção do membro lesionado e a continuidade das informações são essenciais. A equipe deve interromper diante de tontura, dor nova, falha de equipamento ou assistência insuficiente. O treinamento se torna efetivo quando o serviço substitui improvisação por planejamento, recursos acessíveis, comunicação estruturada e aprendizagem com quase quedas e incidentes.
Referências do capítulo
Brasil. Ministério da Saúde; Agência Nacional de Vigilância Sanitária; Fundação Oswaldo Cruz. Protocolo de prevenção de quedas. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013.
Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada nº 36, de 25 de julho de 2013. Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Brasília, DF: Anvisa, 2013.
Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada nº 63, de 25 de novembro de 2011. Dispõe sobre os requisitos de boas práticas de funcionamento para os serviços de saúde. Brasília, DF: Anvisa, 2011.
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Protocolo de transporte seguro intra-hospitalar. Brasília, DF: Ebserh, 2024.
Occupational Safety and Health Administration. Safe patient handling. Washington, DC: OSHA. Disponível em: https://www.osha.gov/healthcare/safe-patient-handling. Acesso em: 29 ago. 2026.
Conselho Federal de Enfermagem. Resolução Cofen nº 588, de 3 de outubro de 2018. Atualiza e normatiza a atuação da equipe de enfermagem no processo de transporte de pacientes. Brasília, DF: Cofen, 2018.
