Leia o conteúdo, examine o estudo de caso, realize o exercício e confira o gabarito apresentado na própria aula.
Introdução
O Plano de Segurança do Paciente precisa traduzir riscos em ações executáveis. Ele identifica prioridades, objetivos, responsáveis, recursos, protocolos, treinamentos, indicadores e formas de revisão. Um plano genérico, copiado de outro serviço, pode omitir riscos reais e incluir atividades inexistentes.
Etapas de implantação
- Caracterizar os serviços, profissionais, pacientes e jornada assistencial.
- Identificar requisitos legais e documentos existentes.
- Mapear riscos por processo e priorizar os mais relevantes.
- Definir protocolos, barreiras e responsáveis.
- Disponibilizar recursos e capacitar por função.
- Implantar registros, notificações e indicadores.
- Auditar, analisar resultados e revisar o plano.
Plano de 90 dias
Nos primeiros trinta dias, a clínica formaliza governança, identifica lacunas críticas e contém riscos imediatos. Entre trinta e sessenta dias, implanta protocolos prioritários e treinamentos. Entre sessenta e noventa dias, inicia auditorias, indicadores e análise crítica. Os prazos são adaptados à gravidade e à capacidade, sem adiar proteção urgente.
Gestão documental
Cada documento possui título, código, versão, data, aprovação, revisão e acesso. Versões obsoletas são retiradas do uso. Evidências de execução ficam vinculadas ao plano e podem ser recuperadas em auditoria ou inspeção.
Estudo de caso
A clínica possui protocolos, mas a equipe não sabe localizá-los. O NSP cria índice, define repositório, retira cópias antigas, apresenta os fluxos e audita o acesso. A ação documental é acompanhada por observação da prática, evitando confundir disponibilidade com implantação.
Exercício
Elabore três prioridades para os próximos noventa dias, com ação, responsável, prazo, evidência e indicador.
