Leia o conteúdo, examine o estudo de caso, realize o exercício e confira o gabarito apresentado na própria aula.
Introdução
Fatores humanos estudam a interação entre pessoas, tarefas, tecnologia, ambiente e organização. Erros não dependem apenas de atenção. Pressa, interrupções, fadiga, telas confusas, materiais semelhantes e responsabilidades indefinidas aumentam a probabilidade de falha.
Aplicação na clínica
Projetar processos seguros
O processo deve tornar a conduta correta mais fácil e a incorreta mais difícil. Padronização, separação física, alertas úteis, checklists breves e campos obrigatórios podem reduzir dependência da memória. Alertas excessivos, porém, geram fadiga e passam a ser ignorados.
Consciência situacional
A equipe mantém percepção do paciente, da tarefa, do ambiente e do que pode ocorrer em seguida. Mudança de dor, tontura, comportamento ou capacidade de apoio deve ser compartilhada. Antes de tarefas críticas, o grupo confirma plano, funções, riscos e critérios para interromper.
Falar diante do risco
Qualquer integrante deve poder comunicar uma preocupação de segurança. A mensagem precisa ser direta e respeitosa. Se o risco persistir, utiliza-se a cadeia de escalonamento. Hierarquia profissional não justifica silêncio diante de uma possível lesão.
Estudo de caso
Durante uma infiltração, a auxiliar percebe divergência entre o lado descrito no pedido e o indicado pelo paciente. Mesmo com a sala preparada, comunica a preocupação. A equipe interrompe, confere prontuário e contata o solicitante. A pausa evitou procedimento no lado errado.
Exercício
Identifique uma tarefa da clínica que depende excessivamente da memória. Proponha uma barreira de sistema, uma forma de teste e um indicador.
