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Aula Introdutória da Pós-graduação em ABA
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Pós-Graduação em ABA 360h – Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo

Aula 7 – Estrutura e Componentes do ABLLS-R

1. Introdução

Olá, alunos. Na aula anterior, iniciamos o estudo do ABLLS-R, compreendendo que ele é uma ferramenta de avaliação, guia curricular e sistema de acompanhamento de habilidades para crianças com autismo ou outros atrasos do desenvolvimento. Hoje, vamos aprofundar a estrutura e os componentes desse protocolo, entendendo como ele organiza as habilidades e como essa organização ajuda o profissional a transformar avaliação em intervenção.

O ABLLS-R pode parecer extenso à primeira vista, porque avalia muitas habilidades distribuídas em diferentes áreas. No entanto, sua estrutura é justamente o que torna o instrumento tão útil. Ele permite que o profissional observe não apenas se a criança fala, responde ou aprende, mas também como ela coopera, como responde aos reforçadores, como segue instruções, como imita, como brinca, como interage, como participa de rotinas e como desenvolve autonomia.

Dessa forma, estudar os componentes do ABLLS-R é aprender a olhar para a criança de maneira mais ampla, sem reduzir sua avaliação a uma única área do desenvolvimento. Uma criança pode apresentar boa linguagem expressiva, mas ter dificuldades importantes em autocuidado. Pode reconhecer letras, mas não conseguir seguir instruções em grupo. Pode nomear objetos, mas não saber brincar funcionalmente. O ABLLS-R ajuda o profissional a identificar essas diferenças e organizar o ensino com mais precisão.

Caixa explicativa 1 – Ideia central da aula

A estrutura do ABLLS-R permite avaliar a criança de forma ampla, considerando linguagem, aprendizagem, autonomia, habilidades sociais, repertórios acadêmicos e habilidades motoras. Essa organização ajuda o profissional a identificar prioridades e construir um plano de ensino funcional.

Fonte: Adaptado de Partington (2006), Cooper, Heron e Heward (2020) e Martone (2017).

2. Organização geral do ABLLS-R

O ABLLS-R é organizado em áreas de habilidades. Cada área contém tarefas específicas, descritas em sequência, que ajudam o avaliador a identificar o repertório atual da criança. No manual, o instrumento é apresentado como avaliação, guia curricular e sistema de acompanhamento de habilidades, com o objetivo de auxiliar pais e profissionais na seleção de objetivos educacionais e no desenvolvimento de um programa individualizado efetivo.

Um ponto importante é que o protocolo não deve ser utilizado de forma isolada ou mecânica. A aplicação exige estudo, organização e raciocínio clínico. O profissional precisa compreender os critérios de pontuação, observar a independência da resposta, registrar o desempenho e interpretar os dados dentro do contexto real da criança.

Assim, o ABLLS-R não deve ser visto apenas como uma lista de tarefas. Ele deve funcionar como um mapa do repertório comportamental, ajudando a equipe a reconhecer habilidades presentes, habilidades emergentes, déficits importantes e prioridades de intervenção.

Tabela 1 – Organização geral das áreas avaliadas no ABLLS-R

Grupo de habilidades Áreas avaliadas Função no planejamento
Habilidades básicas Cooperação, desempenho visual, linguagem receptiva, imitação, mandos, tatos, intraverbal, brincadeira, interação social e rotinas. Identificam repertórios fundamentais para aprendizagem e comunicação.
Habilidades acadêmicas Leitura, matemática, escrita e ortografia. Orientam objetivos escolares compatíveis com o repertório da criança.
Autonomia e independência Vestir-se, alimentar-se, higienização e uso do banheiro. Favorecem independência funcional e qualidade de vida.
Habilidades motoras Motricidade grossa e motricidade fina. Apoiam participação em tarefas acadêmicas, lúdicas e de vida diária.

Fonte: Elaborado com base em Partington (2006), Cooper, Heron e Heward (2020) e Martone (2017).

3. Habilidades básicas de aprendizagem

Entre os primeiros componentes do ABLLS-R estão as habilidades básicas. Elas incluem cooperação, eficácia do reforçador, desempenho visual, linguagem receptiva, imitação motora, imitação vocal, mandos, tatos, intraverbais, brincadeira, interação social, instruções em grupo, rotinas de classe e generalização de respostas.

Essas áreas são fundamentais porque sustentam boa parte do processo de ensino. Antes de exigir que a criança leia, escreva ou resolva tarefas acadêmicas, é necessário observar se ela responde ao instrutor, se aceita reforçadores, se espera, se olha para os materiais, se segue instruções simples e se consegue permanecer minimamente engajada em uma atividade.

Por exemplo, a área de cooperação e eficácia do reforçador avalia se a criança pega um reforçador quando oferecido, escolhe entre opções, responde ao instrutor sob controle de reforçadores, trabalha com diferentes instrutores, aguarda sem tocar nos estímulos e responde a reforços sociais. Esses itens são clinicamente importantes porque mostram se a criança está disponível para aprender e se o ambiente de ensino está funcionando como contexto reforçador.

Caixa explicativa 2 – Habilidades básicas vêm antes das acadêmicas

Antes de propor leitura, escrita ou matemática, o profissional precisa verificar se a criança apresenta repertórios básicos de aprendizagem, como atenção, cooperação, imitação, seguimento de instruções, tolerância à espera e resposta a reforçadores.

Fonte: Adaptado de Partington (2006) e Cooper, Heron e Heward (2020).

4. Desempenho visual e linguagem receptiva

O desempenho visual inclui habilidades como encaixe, emparelhamento de objetos, emparelhamento de figuras, separação por categorias, sequências visuais, quebra-cabeças e organização de padrões. Essas habilidades não são apenas tarefas visuais isoladas. Elas participam da construção de repertórios importantes para discriminação, atenção conjunta, aprendizagem acadêmica e solução de problemas.

A linguagem receptiva, por sua vez, envolve responder ao nome, seguir instruções, selecionar objetos e figuras, identificar partes do corpo, responder a gestos, seguir instruções em diferentes contextos e compreender relações mais complexas. A avaliação dessas habilidades ajuda o profissional a entender se a criança compreende o que o outro diz e se consegue responder de forma funcional a essas instruções.

Tabela 2 – Exemplos de componentes iniciais e sua leitura clínica

Componente Exemplo de habilidade avaliada Leitura clínica
Cooperação e reforçador Pegar reforçador, esperar, responder ao instrutor e aceitar reforço social. Indica disponibilidade para aprendizagem e qualidade do controle instrucional.
Desempenho visual Emparelhar objetos, figuras, sequências e categorias. Ajuda a identificar repertórios de discriminação e resolução visual de tarefas.
Linguagem receptiva Responder ao nome, seguir instruções e selecionar itens. Mostra compreensão de fala e capacidade de responder ao outro.
Generalização Usar respostas aprendidas com diferentes pessoas e ambientes. Indica se a habilidade é funcional fora do treino direto.

Fonte: Elaborado com base em Partington (2006), Cooper, Heron e Heward (2020) e Martone (2017).

5. Linguagem, socialização e comportamento de aprendizagem

Outro grupo importante de componentes envolve linguagem expressiva, mandos, nomeação, intraverbal e vocalização espontânea. Esses repertórios ajudam o profissional a diferenciar formas de comunicação. A criança pode nomear muitos objetos, mas não conseguir pedir aquilo que deseja. Pode repetir palavras, mas não responder perguntas. Pode falar frases, mas não usar a linguagem de forma socialmente funcional.

Esse cuidado é importante porque, na análise do comportamento, a função da resposta verbal é tão importante quanto sua forma. O avaliador precisa distinguir variáveis motivacionais que controlam mandos, estímulos não verbais que controlam tatos e estímulos verbais que controlam intraverbais, ecoicos e outros repertórios.

O ABLLS-R também inclui brincadeira e lazer, interação social, instruções em grupo e seguir rotinas de classe. Essas áreas são fundamentais para pensar inclusão escolar e participação social. Uma criança pode conseguir responder individualmente ao terapeuta, mas não conseguir acompanhar uma instrução coletiva. Pode brincar sozinha de forma repetitiva, mas não compartilhar materiais ou turnos com outra criança. Essas diferenças precisam aparecer na avaliação.

6. Habilidades acadêmicas, autonomia e habilidades motoras

Além das habilidades básicas, o ABLLS-R avalia repertórios acadêmicos, como leitura, matemática, escrita e ortografia. Também avalia habilidades de autonomia e independência, como vestir-se, alimentar-se, preparar-se, higienizar-se e usar o banheiro. Por fim, inclui habilidades motoras grossas e finas, que participam de tarefas escolares, brincadeiras e atividades de vida diária.

Essa amplitude é um dos grandes diferenciais do ABLLS-R. Ele permite que a equipe perceba que desenvolvimento não é apenas linguagem. Uma criança pode avançar na fala, mas continuar dependente para vestir-se. Pode reconhecer números, mas não seguir uma rotina de sala. Pode escrever algumas letras, mas não ter motricidade fina suficiente para tarefas escolares prolongadas. O protocolo ajuda a visualizar essas lacunas.

Tabela 3 – Áreas funcionais e exemplos de objetivos

Área Habilidade observada Possível objetivo de ensino
Acadêmica Reconhecer letras, números e formas. Identificar letras em diferentes materiais e contextos.
Autonomia Vestir-se, lavar as mãos e usar o banheiro. Completar sequência de lavar as mãos com ajuda mínima.
Motricidade fina Recortar, encaixar, escrever e manipular objetos pequenos. Segurar lápis e copiar traçados simples com suporte gradual.
Motricidade grossa Correr, pular, equilibrar-se e participar de brincadeiras motoras. Participar de circuito motor com instruções simples.

Fonte: Elaborado com base em Partington (2006), Cooper, Heron e Heward (2020) e Martone (2017).

7. Estudo de caso

Miguel, 7 anos, chegou para avaliação com diagnóstico de TEA e histórico de intervenção anterior focada principalmente em linguagem. Segundo a família, ele já falava frases curtas, nomeava objetos da casa, pedia alguns itens preferidos e respondia perguntas simples, como “qual seu nome?” e “o que você quer?”. Por esse motivo, os responsáveis acreditavam que sua maior dificuldade estava apenas na escola.

Na entrevista inicial, a mãe relatou que Miguel ainda dependia de ajuda para vestir a camiseta, organizar a mochila, escovar os dentes com sequência adequada e guardar os brinquedos após o uso. Também apresentava resistência quando precisava esperar, especialmente quando o reforçador não era entregue imediatamente. Em casa, quando queria algo, às vezes pedia verbalmente, mas, diante de demora, chorava ou puxava o adulto pela mão.

Na escola, a professora observava outro conjunto de dificuldades. Miguel conseguia responder quando a professora falava diretamente com ele, mas tinha muita dificuldade em instruções coletivas. Quando a turma recebia a orientação “guardem o material e façam a fila”, ele permanecia sentado ou começava a mexer nos objetos. Também tinha dificuldade em esperar a vez, compartilhar materiais e permanecer em tarefas com papel e lápis.

Ao aplicar o ABLLS-R, a equipe identificou um perfil irregular. Nas áreas de linguagem expressiva e nomeação, Miguel apresentava repertórios em desenvolvimento. No entanto, na área de cooperação e eficácia do reforçador, observou-se dificuldade em esperar, baixa tolerância ao atraso do reforço e dependência de reforçadores tangíveis. No desempenho visual, ele conseguia emparelhar figuras e objetos, mas apresentava dificuldade em tarefas de sequência e categorização. Na linguagem receptiva, respondia a instruções simples, mas tinha baixo desempenho em instruções com dois passos e instruções em contexto de grupo.

A avaliação também mostrou lacunas importantes em autocuidado. Miguel precisava de ajuda física ou verbal para etapas da higiene, alimentação e organização. Isso indicava que a linguagem verbal, embora presente, não era suficiente para garantir independência funcional.

Com base nesses dados, a equipe reorganizou o plano de intervenção. Em vez de manter o foco apenas em nomeação e respostas verbais, foram incluídos objetivos de seguir instruções em grupo, aguardar, completar tarefas, organizar materiais, vestir-se com menos ajuda, escovar os dentes por análise de tarefas e generalizar respostas aprendidas para casa e escola. A família também foi orientada a criar oportunidades para Miguel esperar, pedir ajuda de forma adequada e completar pequenas rotinas antes de acessar reforçadores.

Esse caso mostra que a estrutura do ABLLS-R permite enxergar a criança de maneira ampla. Se o profissional avaliasse apenas fala, poderia concluir que Miguel estava evoluindo bem. Mas, ao analisar os componentes do protocolo, percebeu que havia déficits importantes em comportamento de aprendizagem, autonomia, generalização e participação escolar.

Tabela 4 – Análise do caso Miguel a partir dos componentes do ABLLS-R

Componente observado Dado clínico Direção de intervenção
Linguagem expressiva Nomeia objetos e responde perguntas simples. Manter repertório verbal e ampliar uso funcional.
Cooperação e reforçador Dificuldade em esperar e dependência de reforçadores tangíveis. Ensinar tolerância ao atraso do reforço e ampliar reforço social.
Linguagem receptiva Segue instruções simples, mas não instruções de grupo ou de dois passos. Ensinar instruções graduais, coletivas e em diferentes ambientes.
Autocuidado Depende de ajuda para higiene, vestir-se e organizar materiais. Usar análise de tarefas, encadeamento e pistas visuais.
Generalização Responde melhor em contextos individuais do que em casa e escola. Planejar ensino com família, escola e diferentes pessoas.

Fonte: Elaborado com base em Partington (2006), Cooper, Heron e Heward (2020) e Martone (2017).

8. Questões

  1. Uma criança com TEA apresenta bom repertório de nomeação, conseguindo dizer o nome de objetos, animais e alimentos. Porém, na escola, não consegue seguir instruções coletivas, esperar sua vez ou participar de atividades em grupo. Considerando a estrutura do ABLLS-R, analise por que uma avaliação focada apenas em linguagem expressiva seria insuficiente para esse caso.
  2. Durante a aplicação do ABLLS-R, o avaliador observa que a criança realiza uma tarefa quando recebe ajuda verbal, mas não consegue realizá-la de forma independente. Em outra situação, a mesma criança acerta uma resposta uma única vez, mas não repete o desempenho nas tentativas seguintes. Explique como frequência, consistência e independência devem orientar a interpretação desses dados.
  3. Em uma equipe interdisciplinar, alguns profissionais defendem que o planejamento deve priorizar leitura e escrita porque a criança já está em idade escolar. Outros observam que ela ainda apresenta dificuldade em seguir instruções simples, permanecer em tarefa, aceitar reforçadores sociais e completar pequenas rotinas. Com base nos componentes do ABLLS-R, discuta qual raciocínio deve orientar a definição de prioridades.
  4. Uma criança consegue realizar várias atividades durante a sessão individual com o terapeuta, mas não usa as mesmas habilidades em casa nem na escola. A família relata que ela só responde com determinados materiais e apenas quando um adulto específico dá a instrução. Explique como a área de generalização no ABLLS-R ajuda a compreender esse problema e quais decisões práticas podem ser tomadas.
  5. Considere uma criança que apresenta boa capacidade de emparelhar figuras e montar quebra-cabeças, mas dificuldade em pedir ajuda, brincar com pares e cuidar de si mesma. A partir da estrutura do ABLLS-R, explique por que o profissional deve evitar interpretar uma área forte como sinal de desenvolvimento global equilibrado.

Gabarito comentado

Na primeira questão, espera-se que o aluno compreenda que uma avaliação centrada apenas na linguagem expressiva poderia produzir a impressão de que a criança possui repertório satisfatório, pois ela nomeia objetos e responde verbalmente. No entanto, o desenvolvimento funcional envolve muito mais do que emitir palavras. O ABLLS-R organiza áreas como instruções em grupo, rotinas de classe, interação social, cooperação e comportamento de aprendizagem. Essas áreas mostram se a criança consegue usar suas habilidades em contextos naturais, especialmente em ambientes coletivos. A intervenção deve incluir objetivos relacionados à espera, turnos, seguimento de instruções em grupo e participação em rotinas.

Na segunda questão, o aluno deve explicar que a interpretação adequada não deve considerar apenas se a criança “fez” ou “não fez” a tarefa. É necessário observar sob quais condições o comportamento ocorreu. Se a resposta aparece apenas com ajuda verbal, isso indica que a habilidade ainda pode estar sob controle do prompt, e não do estímulo natural da tarefa. Frequência indica quantas vezes o comportamento aparece; consistência indica se ele se repete em diferentes oportunidades; independência indica se ocorre sem ajuda. Esses três critérios protegem o avaliador de superestimar o repertório da criança.

Na terceira questão, espera-se que o aluno compreenda que a idade cronológica não deve ser o único critério para definir objetivos de intervenção. O planejamento precisa considerar o repertório atual da criança e seus pré-requisitos de aprendizagem. Se ela ainda não segue instruções simples, não permanece em tarefa, não responde bem a reforçadores sociais e não completa pequenas rotinas, iniciar com leitura e escrita pode gerar frustração, fuga e baixa aprendizagem. O raciocínio clínico adequado é começar pelas habilidades que aumentam disponibilidade para aprender e autonomia.

Na quarta questão, o aluno deve explicar que a habilidade pode estar restrita a condições muito específicas de ensino. A criança responde na presença de certo terapeuta, certos materiais e determinada forma de instrução, mas não transfere esse repertório para outros ambientes. A área de generalização do ABLLS-R ajuda o profissional a observar se as respostas aprendidas aparecem com diferentes pessoas, estímulos, contextos e situações. A intervenção deve incluir variação planejada de materiais, mudança gradual de instrutores, treino em ambiente natural, participação da família e articulação com a escola.

Na quinta questão, espera-se que o aluno compreenda que uma área forte não representa, necessariamente, equilíbrio em todo o desenvolvimento. O desempenho visual preservado pode ser um recurso importante para o ensino, mas não substitui repertórios de comunicação funcional, interação social e autonomia. O ABLLS-R permite visualizar esse perfil irregular porque avalia múltiplas áreas separadamente. A melhor decisão é usar a habilidade visual como ponto de apoio para ensinar outras áreas, por exemplo, utilizando rotinas visuais, cartões de comunicação, sequências de autocuidado e materiais estruturados.

9. Fechamento

Nesta aula, compreendemos que o ABLLS-R é organizado em componentes que permitem uma avaliação ampla do repertório da criança. Estudamos habilidades básicas, linguagem, desempenho visual, comportamento de aprendizagem, socialização, habilidades acadêmicas, autonomia e motricidade.

Também vimos que a estrutura do protocolo ajuda o profissional a evitar uma leitura superficial da criança. Uma habilidade isolada não define todo o repertório. O mais importante é compreender como as diferentes áreas se relacionam e como cada uma delas pode orientar objetivos de ensino.

Na próxima aula, avançaremos para a interpretação dos resultados do ABLLS-R, compreendendo como transformar os dados coletados em decisões clínicas e educacionais eficazes.

Referências Bibliográficas

Cooper, J. O.; Heron, T. E.; Heward, W. L. Applied behavior analysis. 3. ed. Hoboken: Pearson, 2020. DOI: não se aplica. Disponível em: https://www.pearson.com. Acesso em: 15 jun. 2026.

Martone, M. C. C. Tradução e adaptação do verbal behavior milestones assessment and placement program (VB-MAPP) para a língua portuguesa e a efetividade do treino de habilidades comportamentais para qualificar profissionais. Tese de doutorado. São Carlos: Universidade Federal de São Carlos, 2017. DOI: não se aplica. Disponível em: https://repositorio.ufscar.br. Acesso em: 15 jun. 2026.

Partington, J. W. The assessment of basic language and learning skills – revised: ABLLS-R. Pleasant Hill: Behavior Analysts, 2006. DOI: não se aplica. Disponível em: https://partingtonbehavioranalysts.com. Acesso em: 15 jun. 2026.