Aula 3 – Estratégias de Intervenção para Comportamentos Prejudiciais
Olá, alunos. Tudo bem com vocês? Eu sou a professora Bárbara e, na aula de hoje, vamos dar um passo fundamental na nossa formação: sair da análise e entrar na intervenção. Se na aula anterior aprendemos a avaliar o comportamento de forma técnica, agora vamos compreender como agir diante dele de maneira estruturada, ética e eficaz.
Na prática clínica, muitos erros acontecem justamente nesse ponto. O profissional ou o cuidador até percebe que há um comportamento difícil, mas não sabe exatamente o que fazer. Às vezes tenta interromper, às vezes ignora, às vezes cede, às vezes insiste. Esse movimento inconsistente, embora compreensível, pode acabar fortalecendo ainda mais o comportamento interferente.
Por isso, a intervenção comportamental não deve ser improvisada. Ela precisa ser planejada com base na função do comportamento, nos dados coletados e nas habilidades que desejamos ensinar. Nesta aula, vamos compreender os princípios que orientam a intervenção e as principais estratégias utilizadas no manejo de comportamentos prejudiciais.
Caixa explicativa 1 – Ideia central da aula
Intervir em comportamentos prejudiciais não significa apenas interromper aquilo que incomoda. A intervenção eficaz identifica a função do comportamento, modifica antecedentes, ensina respostas alternativas e organiza consequências para fortalecer comportamentos mais funcionais.
Fonte: Adaptado de Carr e Durand (1985), Cooper, Heron e Heward (2020), Hanley (2012), Hume et al. (2021) e Lopes (2025).
Princípio central da intervenção
O primeiro princípio que precisamos compreender é simples, mas extremamente poderoso: todo comportamento que queremos reduzir deve ser substituído por outro comportamento funcional. Não basta retirar o comportamento inadequado. É necessário ensinar o que a criança deve fazer no lugar.
Por exemplo, se uma criança grita para pedir algo, não adianta apenas tentar eliminar o grito. Precisamos ensinar uma forma alternativa de comunicação, como apontar, usar palavras, gestos ou figuras. Se uma criança foge de tarefas, precisamos ensinar tolerância, pedido de ajuda ou solicitação de pausa de forma adequada.
Esse princípio evita um erro comum: focar apenas na redução do problema e esquecer o desenvolvimento da habilidade. Quando a intervenção se limita a impedir o comportamento, a criança pode ficar sem repertório para lidar com a mesma situação no futuro. Por isso, a pergunta clínica não deve ser apenas “como faço para parar esse comportamento?”, mas também “qual habilidade essa criança ainda precisa aprender?”.
Tabela 1 – Do comportamento prejudicial à habilidade alternativa
| Comportamento Prejudicial | Possível Função | Habilidade Alternativa | Objetivo Clínico |
|---|---|---|---|
| Gritar para obter um brinquedo. | Acesso a item desejado. | Pedir por gesto, figura, palavra ou vocalização. | Substituir o grito por comunicação funcional. |
| Fugir diante de uma tarefa. | Fuga ou esquiva de demanda. | Pedir ajuda, pedir pausa ou realizar a tarefa em etapas. | Aumentar tolerância e participação. |
| Bater quando o adulto conversa com outra pessoa. | Acesso à atenção. | Chamar o adulto de forma adequada. | Ensinar forma socialmente aceitável de solicitar atenção. |
| Chorar durante transições. | Dificuldade com mudança ou perda de acesso. | Usar timer, pedir mais um minuto ou seguir rotina visual. | Aumentar previsibilidade e flexibilidade. |
Fonte: Adaptado de Carr e Durand (1985), Cooper, Heron e Heward (2020), Hanley (2012) e Lopes (2025).
Tipos de estratégias de intervenção
As estratégias de intervenção podem ser organizadas em três grandes grupos: estratégias preventivas, estratégias de ensino e estratégias consequentes. Essa divisão ajuda o profissional a compreender que a intervenção não ocorre apenas depois que o comportamento aparece. Muitas vezes, a intervenção mais eficiente começa antes do comportamento, pela organização do ambiente e pela criação de condições mais favoráveis à aprendizagem.
As estratégias preventivas modificam antecedentes. As estratégias de ensino desenvolvem repertórios alternativos. As estratégias consequentes reorganizam as respostas do ambiente após o comportamento. Quando essas três dimensões são integradas, a intervenção se torna mais consistente, ética e funcional.
Tabela 2 – Tipos de estratégias de intervenção
| Tipo de Estratégia | Descrição | Exemplo | Finalidade |
|---|---|---|---|
| Preventiva | Modifica o ambiente antes do comportamento ocorrer. | Antecipar rotina com imagens, usar timer ou reduzir estímulos aversivos. | Diminuir a probabilidade de ocorrência do comportamento. |
| Ensino | Ensina um comportamento alternativo e funcional. | Ensinar a pedir ajuda, pedir pausa ou solicitar um item. | Ampliar repertórios adequados. |
| Consequente | Altera a consequência após o comportamento. | Não reforçar o grito e reforçar o pedido adequado. | Reduzir a manutenção do comportamento prejudicial e fortalecer respostas funcionais. |
Fonte: Adaptado de Cooper, Heron e Heward (2020), Hanley (2012), Hume et al. (2021) e Lopes (2025).
Estratégias preventivas
As estratégias preventivas são aquelas que acontecem antes do comportamento. Elas reduzem a probabilidade de o comportamento ocorrer, organizando o ambiente, diminuindo demandas desnecessárias e aumentando previsibilidade. Em muitos casos, a criança não precisa de punição ou repreensão, mas de um ambiente mais compreensível, estruturado e ajustado às suas necessidades.
Entre as principais estratégias preventivas, podemos destacar: organização de rotina, uso de pistas visuais, antecipação de mudanças, redução de estímulos aversivos, adaptação de tarefas, oferta de escolhas e preparação para transições.
Por exemplo, uma criança que apresenta dificuldade com transições pode se beneficiar de um aviso prévio, de um timer visual ou de uma sequência de imagens mostrando o que irá acontecer. Isso reduz a imprevisibilidade e, consequentemente, a ansiedade. Quando o ambiente fica mais previsível, a criança tende a responder com mais segurança.
Caixa explicativa 2 – Prevenir não é evitar ensino
Prevenir não significa retirar todas as dificuldades da criança. Significa organizar o ambiente para que ela consiga aprender com menor desregulação. A prevenção reduz barreiras e cria melhores condições para o ensino.
Fonte: Adaptado de Cooper, Heron e Heward (2020), Hume et al. (2021), Hanley (2012) e Lopes (2025).
Tabela 3 – Estratégias preventivas e aplicações práticas
| Estratégia Preventiva | Aplicação | Exemplo Prático | Benefício Esperado |
|---|---|---|---|
| Rotina visual | Apresentar sequência de atividades por imagens ou palavras. | Mostrar: brincar, lanchar, atividade, parque. | Aumentar previsibilidade e reduzir ansiedade. |
| Aviso de transição | Preparar a criança para o fim de uma atividade. | Usar timer para indicar que o tablet terminará em 2 minutos. | Reduzir resistência a mudanças. |
| Adaptação de tarefa | Ajustar dificuldade, duração ou quantidade da demanda. | Dividir uma atividade de escrita em pequenas partes. | Aumentar participação e reduzir fuga. |
| Oferta de escolhas | Permitir pequenas decisões dentro da rotina. | Escolher entre lápis azul ou vermelho para iniciar a tarefa. | Aumentar senso de controle e engajamento. |
Fonte: Adaptado de Cooper, Heron e Heward (2020), Hume et al. (2021), Hanley (2012) e Lopes (2025).
Estratégias de ensino
As estratégias de ensino são o coração da intervenção. Elas têm como objetivo ensinar comportamentos alternativos que cumpram a mesma função do comportamento prejudicial. Sem ensino, a criança pode até parar um comportamento momentaneamente, mas continuará sem saber como responder de forma mais adequada diante da mesma situação.
Se o comportamento tem função de fuga, ensinamos a pedir pausa ou pedir ajuda. Se tem função de acesso, ensinamos a solicitar de forma adequada. Se tem função de atenção, ensinamos formas apropriadas de interação. Se tem função sensorial, ensinamos alternativas de regulação mais seguras e socialmente compatíveis.
Esse processo pode envolver modelagem, ajuda física, ajuda gestual, instruções claras, repetição, reforçamento positivo, encadeamento e treino de comunicação funcional. O importante é garantir que a criança tenha oportunidade real de aprender, errando menos e acertando mais.
Tabela 4 – Estratégias de ensino para comportamentos alternativos
| Estratégia | Descrição | Exemplo | Resultado Esperado |
|---|---|---|---|
| Treino de comunicação funcional | Ensina a criança a se comunicar de forma adequada para obter a mesma função. | Ensinar a pedir “ajuda”, “pausa”, “mais” ou “quero”. | Redução de gritos, choros e crises por falta de comunicação. |
| Modelagem | Reforça aproximações sucessivas do comportamento desejado. | Reforçar primeiro o olhar, depois o gesto, depois a palavra. | Construção gradual de novas respostas. |
| Prompt e fading | Oferece ajuda inicial e retira gradualmente. | Guiar a mão da criança para apontar e depois reduzir a ajuda. | Aumento da independência. |
| Ensino de tolerância | Ensina a aceitar espera, mudança ou negação de forma gradual. | Esperar 10 segundos antes de receber um item desejado. | Maior flexibilidade e autorregulação. |
Fonte: Adaptado de Carr e Durand (1985), Cooper, Heron e Heward (2020), Hanley (2012) e Lopes (2025).
Estratégias consequentes
As estratégias consequentes envolvem a forma como o adulto responde após o comportamento ocorrer. Elas são fundamentais para alterar a probabilidade de o comportamento se repetir. Isso inclui reforçar comportamentos adequados e evitar reforçar comportamentos prejudiciais.
No entanto, é importante ter cuidado. Ignorar um comportamento sem ensinar uma alternativa pode não ser suficiente e, em alguns casos, pode ser inadequado. A intervenção eficaz combina ensino com manejo das consequências. O objetivo não é simplesmente deixar a criança sem resposta, mas garantir que o comportamento prejudicial não seja o caminho mais eficiente para alcançar sua função.
Por exemplo, se a criança grita para conseguir o tablet, o adulto não deve entregar o tablet imediatamente após o grito. Porém, deve ensinar e reforçar uma forma adequada de pedir. Assim, a criança aprende que o grito não funciona, mas o pedido adequado funciona.
Caixa explicativa 3 – Consequência ensina
Toda consequência ensina alguma coisa. Quando o adulto entrega um item após o grito, pode ensinar que gritar funciona. Quando reforça o pedido adequado, ensina que comunicar é mais eficiente.
Fonte: Adaptado de Skinner (1953), Carr e Durand (1985), Cooper, Heron e Heward (2020) e Wolf (1978).
Tabela 5 – Relação entre função e intervenção
| Função do Comportamento | Intervenção Principal | Exemplo | Cuidado Necessário |
|---|---|---|---|
| Atenção | Reforçar formas adequadas de solicitar atenção. | Elogiar quando a criança chama pelo nome ou toca no braço do adulto. | Evitar longas broncas após comportamento inadequado. |
| Fuga | Ensinar pedido de pausa, ajuda ou tarefa em etapas. | Criança aprende a dizer “pausa” antes de abandonar a atividade. | Não retirar toda demanda imediatamente após choro. |
| Acesso | Ensinar solicitação adequada. | Apontar, trocar figura ou pedir objeto verbalmente. | Não entregar o item logo após grito ou agressão. |
| Sensorial | Oferecer alternativas sensoriais seguras e funcionais. | Usar objeto regulador, pausa sensorial ou atividade motora planejada. | Avaliar riscos e evitar bloquear sem alternativa. |
Fonte: Adaptado de Carr e Durand (1985), Cooper, Heron e Heward (2020), Hanley (2012), Hume et al. (2021) e Lopes (2025).
Estudo de caso clínico-pedagógico
Pedro, 7 anos, apresentava comportamento de se jogar no chão sempre que precisava interromper o uso do tablet. A família relatava que, na maioria das vezes, acabava devolvendo o tablet para evitar o choro intenso. Na escola, comportamento semelhante ocorria quando precisava encerrar atividades preferidas para iniciar tarefas de mesa.
A avaliação indicou que o comportamento tinha provável função de acesso ao tablet e de fuga da transição. Quando Pedro se jogava no chão, chorava e gritava, frequentemente recebia mais tempo com o aparelho ou o adulto adiava a próxima atividade. Assim, sem intenção, o ambiente fortalecia o comportamento que tentava reduzir.
A intervenção incluiu três etapas. A primeira foi preventiva: antecipação do fim do uso com timer visual e aviso de transição. A segunda foi de ensino: Pedro aprendeu a pedir “mais um minuto” por meio de cartão visual e, posteriormente, por fala. A terceira foi consequente: o comportamento de entregar o tablet e seguir a rotina passou a ser reforçado com elogio específico, acesso a uma atividade curta de escolha e previsibilidade sobre quando poderia usar o tablet novamente.
Inicialmente, Pedro recebeu ajuda para entregar o tablet. O adulto dizia: “acabou o tempo, agora entregar”. Em seguida, oferecia apoio gestual e reforçava imediatamente qualquer tentativa de cooperação. Quando Pedro pedia “mais um minuto” de forma adequada, recebia esse tempo quando possível, mas dentro de um limite previamente combinado. Quando se jogava no chão, o adulto mantinha postura calma, reduzia falas excessivas e retomava a instrução com apoio visual, sem devolver o tablet como consequência do comportamento disruptivo.
Com o tempo, Pedro passou a tolerar melhor o término da atividade e a utilizar a comunicação aprendida. Também começou a responder melhor ao timer visual e à rotina de transição. Esse caso mostra que a intervenção eficaz combina prevenção, ensino e manejo de consequências. O objetivo não foi apenas “tirar o tablet”, mas ensinar Pedro a lidar com encerramentos, comunicar desejo de continuidade e participar da rotina com maior segurança.
Tabela 6 – Análise do estudo de caso de Pedro
| Situação Observada | Hipótese Funcional | Estratégia Utilizada | Resultado Esperado |
|---|---|---|---|
| Pedro se jogava no chão ao perder acesso ao tablet. | Acesso ao tablet e fuga da transição. | Timer visual, aviso prévio e rotina de encerramento. | Redução da imprevisibilidade e maior tolerância. |
| A família devolvia o tablet para evitar crise. | O comportamento era reforçado pelo retorno do item. | Não devolver o tablet após se jogar no chão e reforçar entrega adequada. | Reduzir manutenção do comportamento prejudicial. |
| Pedro queria continuar a atividade. | Necessidade de comunicar desejo de continuidade. | Ensino do pedido “mais um minuto”. | Substituir crise por comunicação funcional. |
| Dificuldade para iniciar nova atividade. | Baixa tolerância a transições. | Atividade curta de transição e reforço positivo. | Aumentar cooperação e participação. |
Fonte: Adaptado de Cooper, Heron e Heward (2020), Carr e Durand (1985), Hanley (2012) e Lopes (2025).
Questões reflexivas
- Por que não devemos focar apenas na redução do comportamento prejudicial?
- Qual é a importância das estratégias preventivas?
- Como a função do comportamento orienta a intervenção?
- O que pode acontecer se reforçarmos um comportamento inadequado sem perceber?
- Por que a intervenção precisa ser planejada e não improvisada?
Gabarito comentado
Na primeira questão, o aluno deve explicar que a ausência do comportamento prejudicial não significa aprendizagem. É necessário ensinar um comportamento alternativo funcional para que a criança tenha outra forma de responder diante da mesma situação. Sem isso, o comportamento pode retornar ou ser substituído por outro igualmente inadequado.
Na segunda questão, espera-se que o aluno explique que estratégias preventivas reduzem a probabilidade de o comportamento ocorrer, organizando o ambiente, aumentando previsibilidade, ajustando demandas e diminuindo fatores de desregulação. Elas ajudam a criança a ter mais condições de acertar antes que a crise aconteça.
Na terceira questão, o aluno deve afirmar que a função indica por que o comportamento ocorre e o que ele produz no ambiente. A intervenção eficaz ensina um comportamento alternativo que cumpra a mesma função de forma mais adequada. Se a função é fuga, ensina-se pedir pausa ou ajuda; se é acesso, ensina-se pedir; se é atenção, ensina-se chamar adequadamente.
Na quarta questão, espera-se que o aluno explique que, quando um comportamento inadequado é reforçado sem intenção, ele tende a aumentar. Por exemplo, se a criança grita e recebe o objeto desejado, pode aprender que gritar é uma forma eficiente de conseguir o que quer. Por isso, é necessário organizar consequências com cuidado.
Na quinta questão, o aluno deve explicar que a intervenção precisa ser planejada porque o comportamento segue padrões e é influenciado por antecedentes e consequências. Sem planejamento, a resposta do adulto tende a ser inconsistente, podendo reforçar o comportamento prejudicial ou deixar de ensinar habilidades alternativas. A intervenção planejada permite agir com base em dados, função e objetivos claros.
Encerramento da aula
Nesta aula, aprendemos que intervir em comportamentos prejudiciais exige planejamento, compreensão da função e ensino de novas habilidades. Vimos que a intervenção eficaz combina estratégias preventivas, estratégias de ensino e manejo adequado das consequências.
Também compreendemos que a meta não é apenas fazer o comportamento desaparecer, mas ampliar repertórios funcionais. Quando ensinamos a criança a pedir ajuda, solicitar pausa, aceitar transições, esperar e comunicar necessidades, reduzimos comportamentos interferentes de forma mais ética e sustentável.
Na próxima aula, retornaremos ao reforçamento positivo, aprofundando sua aplicação clínica dentro de programas estruturados de intervenção.
Referências Bibliográficas
Carr, E. G.; Durand, V. M. Reducing behavior problems through functional communication training. Journal of Applied Behavior Analysis, v. 18, n. 2, p. 111-126, 1985. DOI: 10.1901/jaba.1985.18-111. Disponível em: https://doi.org/10.1901/jaba.1985.18-111. Acesso em: 15 jun. 2026.
Cooper, J. O.; Heron, T. E.; Heward, W. L. Applied behavior analysis. 3. ed. Hoboken: Pearson, 2020. DOI: não se aplica. Disponível em: https://www.pearson.com. Acesso em: 15 jun. 2026.
Hanley, G. P. Functional assessment of problem behavior: dispelling myths, overcoming implementation obstacles, and developing new lore. Behavior Analysis in Practice, v. 5, n. 1, p. 54-72, 2012. DOI: 10.1007/BF03391818. Disponível em: https://doi.org/10.1007/BF03391818. Acesso em: 15 jun. 2026.
Hume, K. et al. Evidence-based practices for children, youth, and young adults with autism: third generation review. Journal of Autism and Developmental Disorders, v. 51, n. 11, p. 4013-4032, 2021. DOI: 10.1007/s10803-020-04844-2. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s10803-020-04844-2. Acesso em: 15 jun. 2026.
Skinner, B. F. Science and human behavior. New York: Macmillan, 1953. DOI: não se aplica. Disponível em: https://www.bfskinner.org. Acesso em: 15 jun. 2026.
Wolf, M. M. Social validity: the case for subjective measurement or how applied behavior analysis is finding its heart. Journal of Applied Behavior Analysis, v. 11, n. 2, p. 203-214, 1978. DOI: 10.1901/jaba.1978.11-203. Disponível em: https://doi.org/10.1901/jaba.1978.11-203. Acesso em: 15 jun. 2026.
