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Aula Introdutória da Pós-graduação em ABA
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Pós-Graduação em ABA 360h – Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo

Níveis de suporte no Transtorno do Espectro Autista

Níveis de suporte no Transtorno do Espectro Autista

Bem-vindos a mais uma aula do nosso curso de pós-graduação em Análise do Comportamento Aplicada. Eu sou o professor Márcio Gomes da Costa e, nesta aula, iremos aprofundar a compreensão dos níveis de suporte no Transtorno do Espectro Autista. Este conceito, introduzido no DSM-5 e mantido no DSM-5-TR, é essencial para qualificar a intensidade das necessidades de apoio do indivíduo, orientando o planejamento clínico, educacional e comportamental de forma mais precisa.

Os níveis de suporte não definem a identidade da pessoa autista, nem devem ser compreendidos como uma classificação rígida, fixa ou definitiva. Eles indicam, em determinado momento do desenvolvimento, o quanto a pessoa necessita de apoio para lidar com demandas de comunicação social, flexibilidade comportamental, autonomia, aprendizagem e participação nos contextos cotidianos.

É fundamental compreender que os níveis de suporte podem variar ao longo do tempo. Uma criança pode necessitar de suporte muito substancial em determinada fase e, após intervenções adequadas, desenvolver repertórios que reduzam algumas necessidades de apoio. Da mesma forma, mudanças ambientais, aumento de demandas sociais ou ausência de suporte adequado podem ampliar dificuldades.

Para a Análise do Comportamento Aplicada, os níveis de suporte devem ser compreendidos como uma referência clínica inicial, mas não substituem a avaliação comportamental individualizada. A ABA precisa identificar repertórios presentes, habilidades ausentes, barreiras à aprendizagem, funções de comportamentos-problema, condições ambientais e necessidades reais de intervenção.

Caixa explicativa 1 – Ideia central da aula

Os níveis de suporte no TEA indicam a intensidade de apoio necessária em áreas como comunicação social, flexibilidade, comportamento adaptativo e participação funcional. Eles ajudam a planejar intervenções, mas não definem o potencial, a identidade ou o futuro da pessoa.

Fonte: Adaptado de American Psychiatric Association (2013, 2022), Hyman, Levy e Myers (2020) e Lord et al. (2020).

Compreendendo os níveis de suporte no DSM-5

O DSM-5 descreve três níveis de suporte para o Transtorno do Espectro Autista: nível 1, nível 2 e nível 3. Essa classificação considera principalmente dois domínios: comunicação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento. Assim, o profissional deve avaliar tanto as dificuldades de interação e comunicação quanto a rigidez, os interesses restritos, os comportamentos repetitivos e as alterações sensoriais.

O nível 1 corresponde à necessidade de suporte. O nível 2 corresponde à necessidade de suporte substancial. O nível 3 corresponde à necessidade de suporte muito substancial. A diferença entre eles não está apenas na presença de sintomas, mas na intensidade, frequência, impacto funcional e necessidade de apoio para participação na vida diária.

Tabela 1 – Estrutura geral dos níveis de suporte no TEA

Nível Nome no DSM-5 Descrição geral Implicação clínica
Nível 1 Exige suporte Dificuldades sociais e comportamentais perceptíveis, com necessidade de apoio para adaptação. Planejamento de suporte pontual, habilidades sociais, autonomia e flexibilidade.
Nível 2 Exige suporte substancial Déficits mais evidentes na comunicação social e maior impacto dos comportamentos restritos. Intervenção estruturada, frequente e com apoio em diferentes contextos.
Nível 3 Exige suporte muito substancial Comprometimentos significativos na comunicação, flexibilidade, autonomia e funcionamento diário. Intervenção intensiva, multiprofissional e suporte contínuo em ambientes naturais.

Fonte: Adaptado de American Psychiatric Association (2013, 2022), Lord et al. (2020) e Hyman, Levy e Myers (2020).

Nível 1: exige suporte

O nível 1 é caracterizado pela necessidade de suporte, ainda que a pessoa possa apresentar certa autonomia em algumas áreas da vida. As dificuldades na comunicação social podem não ser imediatamente evidentes em contextos altamente estruturados, mas tornam-se mais perceptíveis em situações que exigem iniciativa social, flexibilidade, conversação espontânea e adaptação a regras sociais implícitas.

A pessoa no nível 1 pode apresentar linguagem verbal funcional, mas com dificuldades no uso social da linguagem. Pode ter dificuldade para iniciar interações, manter conversas, compreender ironias, adaptar o discurso ao contexto, perceber sinais sociais sutis ou sustentar vínculos com pares. Em crianças, isso pode aparecer como dificuldade para brincar em grupo ou para compreender a dinâmica social da escola.

No campo dos comportamentos restritos e repetitivos, observa-se rigidez cognitiva e comportamental que interfere em alguns contextos. A resistência a mudanças pode existir, mas tende a ser manejável com suporte adequado, previsibilidade e ensino sistemático de flexibilidade. Interesses específicos podem estar presentes e, quando bem utilizados, podem favorecer motivação e aprendizagem.

Tabela 2 – Características do nível 1 e implicações para ABA

Área Características possíveis Exemplo clínico Intervenção em ABA
Comunicação social Dificuldade em iniciar interações, manter conversas e compreender nuances sociais. A criança fala bem, mas tem dificuldade para conversar com colegas. Treino de habilidades sociais, conversação, perspectiva social e generalização.
Flexibilidade Resistência leve ou moderada a mudanças. Fica irritado quando a rotina muda, mas consegue se reorganizar com apoio. Ensino de tolerância, uso de escolhas, previsibilidade e reforçamento diferencial.
Autonomia Pode realizar várias atividades, mas necessita apoio em planejamento e organização. Tem dificuldade para organizar tarefas escolares e administrar tempo. Ensino de rotina, organização, autogerenciamento e resolução de problemas.

Fonte: Adaptado de American Psychiatric Association (2013, 2022), Cooper, Heron e Heward (2020) e Hyman, Levy e Myers (2020).

Nível 2: exige suporte substancial

O nível 2 representa necessidade de suporte substancial. Nesse nível, as dificuldades na comunicação social são claramente evidentes, mesmo em contextos estruturados. A pessoa pode apresentar iniciativa social reduzida, respostas limitadas às tentativas de interação e dificuldades importantes para estabelecer trocas comunicativas funcionais.

A linguagem verbal, quando presente, pode ser restrita, pouco flexível ou limitada em sua função social. Algumas crianças utilizam frases simples, mas têm dificuldade para ampliar diálogos, responder a perguntas abertas, narrar experiências ou adaptar sua comunicação ao interlocutor. Outras podem depender de comunicação alternativa ou aumentativa para ampliar a comunicação funcional.

Os comportamentos restritos e repetitivos são mais frequentes e interferem significativamente em diferentes áreas da vida. A rigidez comportamental pode gerar crises diante de mudanças, transições ou frustrações. Interesses restritos podem ocupar grande parte do tempo e dificultar a ampliação de repertórios. Nesse nível, a intervenção precisa ser mais estruturada, consistente e planejada em múltiplos ambientes.

Caixa explicativa 2 – Suporte substancial não significa incapacidade

A necessidade de suporte substancial indica que a pessoa precisa de apoio frequente e estruturado para funcionar melhor em diferentes contextos. Isso não significa ausência de aprendizagem. Com intervenção adequada, organização ambiental e ensino sistemático, muitos repertórios podem ser desenvolvidos.

Fonte: Adaptado de Hyman, Levy e Myers (2020), Schreibman et al. (2015) e Cooper, Heron e Heward (2020).

Tabela 3 – Características do nível 2 e implicações para ABA

Área Características possíveis Exemplo clínico Intervenção em ABA
Comunicação social Interação limitada, respostas sociais reduzidas e comunicação funcional restrita. A criança responde pouco às tentativas de aproximação e usa poucas frases funcionais. Treino de comunicação funcional, ensino de mandos, tatos, imitação e atenção compartilhada.
Comportamentos repetitivos Rigidez mais evidente, interesses restritos e dificuldade com transições. Apresenta crise quando muda a sequência da rotina escolar. Rotina visual, ensino de tolerância, treino de transição e reforçamento diferencial.
Participação funcional Necessidade frequente de mediação para participar de atividades escolares, familiares e sociais. Precisa de apoio constante para concluir tarefas e permanecer em atividades coletivas. Ensino estruturado, suporte em ambiente natural e programação de generalização.

Fonte: Adaptado de American Psychiatric Association (2013, 2022), Schreibman et al. (2015), Hyman, Levy e Myers (2020) e Cooper, Heron e Heward (2020).

Nível 3: exige suporte muito substancial

O nível 3 representa a necessidade de suporte muito substancial. Nesse nível, há déficits severos na comunicação social e prejuízos importantes no funcionamento diário. A pessoa pode apresentar linguagem verbal muito limitada ou ausente, pouca iniciativa social, respostas sociais reduzidas e grande necessidade de apoio para se comunicar, participar de atividades e lidar com demandas cotidianas.

Os comportamentos restritos e repetitivos tendem a ser intensos e podem comprometer significativamente a rotina, a aprendizagem, a segurança e a participação social. Mudanças mínimas podem produzir sofrimento intenso. Alterações sensoriais também podem ser mais evidentes, influenciando comportamentos de fuga, recusa, irritabilidade, busca sensorial ou crises.

Do ponto de vista clínico, o nível 3 exige intervenção intensiva, altamente estruturada e frequentemente multiprofissional. O foco deve estar em comunicação funcional, habilidades básicas de autonomia, segurança, regulação comportamental, redução de barreiras à aprendizagem e melhoria da qualidade de vida. A comunicação alternativa e aumentativa pode ser essencial em muitos casos.

Tabela 4 – Características do nível 3 e implicações para ABA

Área Características possíveis Exemplo clínico Intervenção em ABA
Comunicação Ausência ou grande limitação de fala funcional e baixa resposta social. A criança não pede ajuda, não responde a interações e depende do adulto para necessidades básicas. Comunicação funcional, comunicação alternativa, ensino de pedidos e respostas básicas.
Comportamento adaptativo Necessidade ampla de suporte para atividades de vida diária. Precisa de ajuda para alimentação, higiene, vestir-se ou seguir rotinas simples. Encadeamento, modelagem, ensino sem erro, prompts e esvanecimento de ajuda.
Regulação e flexibilidade Crises frequentes diante de mudanças, demandas ou estímulos sensoriais. Choro intenso, fuga ou agressividade diante de alterações mínimas na rotina. Análise funcional, prevenção, adaptação ambiental, ensino de tolerância e comunicação alternativa.

Fonte: Adaptado de American Psychiatric Association (2013, 2022), Hyman, Levy e Myers (2020), Cooper, Heron e Heward (2020) e Hanley, Iwata e McCord (2003).

Caixa explicativa 3 – Nível de suporte não é sentença

Classificar uma pessoa como nível 3 não significa limitar suas possibilidades de desenvolvimento. Significa reconhecer que, naquele momento, ela precisa de suporte intenso, estruturado e contínuo. A função do diagnóstico é orientar apoio, não reduzir expectativas ou negar potencialidades.

Fonte: Adaptado de Lord et al. (2020), Hyman, Levy e Myers (2020) e Schreibman et al. (2015).

Flexibilidade dos níveis de suporte

É fundamental compreender que os níveis de suporte não são fixos. Um indivíduo pode apresentar variações ao longo do tempo, dependendo do desenvolvimento, das intervenções recebidas, da qualidade do ambiente, da previsibilidade das rotinas, das demandas sociais e da presença de suportes adequados.

Em contextos estruturados, previsíveis e adaptados, a necessidade de suporte pode ser menor. Em ambientes desorganizados, excessivamente estimulantes ou socialmente complexos, as dificuldades podem se intensificar. Por isso, o nível de suporte deve ser compreendido de maneira funcional e contextual, e não como uma característica isolada da pessoa.

A intervenção não deve focar apenas no indivíduo. É necessário modificar condições ambientais, treinar cuidadores, orientar professores, organizar rotinas, adaptar demandas, ensinar comunicação funcional e promover generalização de habilidades. O suporte adequado transforma o modo como a pessoa participa dos ambientes.

Tabela 5 – Fatores que podem modificar a necessidade de suporte

Fator Como influencia Exemplo Conduta profissional
Ambiente estruturado Reduz imprevisibilidade e favorece participação. Rotina visual diminui crises em transições. Organizar antecedentes, rotina e previsibilidade.
Comunicação funcional Reduz frustração e aumenta autonomia. A criança aprende a pedir pausa em vez de chorar. Ensinar mandos, comunicação alternativa e respostas funcionais.
Demandas sociais Demandas mais complexas podem aumentar necessidade de apoio. A criança funciona bem em casa, mas apresenta dificuldade na escola. Planejar generalização e suporte em ambientes naturais.
Intervenção baseada em evidências Pode ampliar repertórios e reduzir barreiras. Após ensino sistemático, a criança aumenta autonomia nas rotinas. Monitorar progresso por dados e ajustar o plano de intervenção.

Fonte: Adaptado de Cooper, Heron e Heward (2020), Schreibman et al. (2015), Hyman, Levy e Myers (2020) e Lord et al. (2020).

Tabela 6 – Comparação entre os níveis de suporte

Nível Comunicação social Comportamentos restritos e repetitivos Tipo de suporte mais frequente
Nível 1 Dificuldades sociais perceptíveis, especialmente em contextos menos estruturados. Rigidez e interesses específicos com interferência em alguns contextos. Suporte pontual, treino de habilidades sociais, autonomia e organização.
Nível 2 Dificuldades evidentes mesmo com apoio; interação limitada. Rigidez frequente, crises em mudanças e maior impacto funcional. Intervenção estruturada, suporte contínuo e ensino de repertórios adaptativos.
Nível 3 Déficits severos, pouca comunicação funcional e alta dependência de suporte. Rigidez intensa, comportamentos repetitivos marcantes e grande impacto diário. Intervenção intensiva, multiprofissional, comunicação alternativa e apoio amplo.

Fonte: Adaptado de American Psychiatric Association (2013, 2022), Hyman, Levy e Myers (2020) e Lord et al. (2020).

Estudo de caso

Carlos, 6 anos, foi encaminhado para avaliação devido à ausência de fala funcional, baixa resposta às interações sociais, dificuldade em seguir instruções simples e necessidade constante de apoio nas atividades diárias. A família relata que Carlos raramente procura outras pessoas espontaneamente e, quando deseja algo, costuma chorar, puxar o adulto ou tentar pegar o objeto sem solicitar ajuda.

Na escola, Carlos apresenta pouca participação em atividades coletivas, dificuldade em permanecer em tarefas e grande resistência a mudanças na rotina. Quando a sequência das atividades é alterada, pode gritar, jogar-se no chão e tentar sair da sala. Também apresenta comportamentos repetitivos intensos, como balançar o corpo, alinhar objetos e observar rodas girando por longos períodos.

A avaliação observou hipersensibilidade a sons altos, ausência de pedidos funcionais consistentes, pouca imitação, baixo repertório de brincadeira e dependência de auxílio para higiene, alimentação e transições. A família deseja compreender qual nível de suporte se aproxima mais do caso e como isso pode orientar a intervenção.

Tabela 7 – Análise didática do estudo de caso

Elemento do caso Interpretação clínica Nível de suporte sugerido Prioridade em ABA
Ausência de fala funcional Grande limitação na comunicação expressiva e necessidade de comunicação alternativa. Compatível com necessidade de suporte muito substancial. Ensino de comunicação funcional, mandos e comunicação alternativa.
Baixa resposta social Déficit importante na reciprocidade e interação social. Sugere nível 3, dependendo da avaliação completa. Resposta ao nome, atenção compartilhada, imitação e interação estruturada.
Crises diante de mudanças Rigidez intensa e baixa tolerância a transições. Indica necessidade de suporte amplo e contínuo. Rotina visual, aviso prévio, tolerância gradual e reforçamento diferencial.
Dependência em atividades básicas Prejuízo significativo em comportamento adaptativo. Compatível com suporte muito substancial. Ensino de autocuidado por encadeamento, modelagem e esvanecimento de ajuda.

Fonte: Adaptado de American Psychiatric Association (2013, 2022), Cooper, Heron e Heward (2020), Hyman, Levy e Myers (2020) e Hanley, Iwata e McCord (2003).

Questões reflexivas

  1. Em qual nível de suporte o caso de Carlos parece se enquadrar?
  2. Quais características justificam essa classificação?
  3. Quais seriam as prioridades iniciais de intervenção?
  4. Por que o nível de suporte não deve ser entendido como uma classificação definitiva?
  5. Como a ABA pode contribuir para reduzir barreiras e ampliar repertórios funcionais?

Gabarito comentado

Na primeira questão, o caso de Carlos parece compatível com o nível 3, ou seja, necessidade de suporte muito substancial. Essa hipótese se sustenta pela ausência de fala funcional, baixa resposta social, comportamentos repetitivos intensos, grande resistência a mudanças, dependência em atividades básicas e crises frequentes diante de alterações ambientais.

Na segunda questão, as características que justificam essa classificação incluem déficits severos na comunicação social, pouca iniciativa comunicativa, dependência de apoio constante, rigidez comportamental intensa e prejuízo funcional importante em ambientes escolar, familiar e de autocuidado.

Na terceira questão, as prioridades iniciais de intervenção seriam comunicação funcional, uso de comunicação alternativa quando necessário, ensino de pedidos, resposta ao nome, imitação, tolerância a transições, habilidades básicas de autocuidado e redução de comportamentos que interferem na aprendizagem por meio de avaliação funcional.

Na quarta questão, o nível de suporte não deve ser entendido como definitivo porque pode variar ao longo do desenvolvimento. Intervenções adequadas, ambientes estruturados, melhora na comunicação e desenvolvimento de repertórios adaptativos podem modificar a intensidade de apoio necessária.

Na quinta questão, a ABA pode contribuir por meio de ensino sistemático, análise funcional, reforçamento, modelagem, encadeamento, adaptação de antecedentes, comunicação funcional e generalização de habilidades para diferentes ambientes. O objetivo não é mudar a identidade da pessoa, mas ampliar autonomia, comunicação, participação e qualidade de vida.

Encerramento da aula

Encerramos esta aula destacando que os níveis de suporte são ferramentas clínicas importantes para orientar a prática, mas não definem a pessoa autista. Eles indicam necessidades de apoio em determinado momento e devem ser interpretados à luz do contexto, do desenvolvimento, das habilidades disponíveis e das barreiras presentes no ambiente.

Compreendemos que o nível 1 envolve necessidade de suporte, o nível 2 envolve suporte substancial e o nível 3 envolve suporte muito substancial. Em todos os casos, a avaliação deve considerar comunicação social, comportamentos restritos e repetitivos, sensorialidade, autonomia, funcionamento adaptativo e impacto nas rotinas.

Para a ABA, o nível de suporte ajuda a organizar a intensidade da intervenção, mas o planejamento depende de avaliação individualizada, coleta de dados, análise funcional e definição de metas socialmente relevantes. Cada pessoa precisa ser compreendida em sua singularidade, com respeito às suas necessidades e potencialidades.

Na próxima aula, abordaremos as peculiaridades do TEA em mulheres, ampliando a compreensão sobre diferentes formas de manifestação do transtorno, camuflagem social, subdiagnóstico e implicações clínicas para avaliação e intervenção.

Referências Bibliográficas

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