Conteúdo do curso
Sumário do Curso de Pós Graduação em ABA
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Aula Introdutória da Pós-graduação em ABA
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Módulo 13 – Farmacologia Aplicada ao Autismo
Aula de Conclusão
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Avaliação final do Curso
Pós-Graduação em ABA 360h – Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo

Extinção

Bem-vindo à Aula 8 do Módulo 3: Extinção. Nesta aula, exploraremos o conceito de **extinção** dentro da Análise do Comportamento Aplicada (ABA). A extinção é uma técnica fundamental utilizada para reduzir ou eliminar comportamentos indesejáveis. Ela ocorre quando um comportamento que antes era reforçado deixa de receber reforço, fazendo com que a frequência desse comportamento diminua gradualmente até desaparecer.

A extinção não é uma forma de punição, mas sim uma estratégia de cessação do reforço que mantém o comportamento. A ideia é que, ao deixar de reforçar um comportamento, ele tende a desaparecer ao longo do tempo. Contudo, a extinção deve ser aplicada de forma cuidadosa, pois ela pode gerar uma reação conhecida como “explosão de extinção”, em que o comportamento indesejado aumenta temporariamente antes de diminuir. Essa reação é uma fase normal do processo de extinção e deve ser gerenciada com paciência e consistência.

Em ABA, a extinção é frequentemente utilizada para modificar comportamentos problemáticos, como agressões, birras, e comportamentos disruptivos, entre outros. Essa técnica pode ser aplicada em diversos contextos, como na educação, terapias comportamentais e tratamentos para Transtorno do Espectro Autista (TEA). No entanto, é importante que a extinção seja aplicada de maneira sistemática, garantindo que a mudança no comportamento seja gradual e duradoura.

A extinção é mais eficaz quando combinada com outras técnicas de modificação do comportamento, como o reforço positivo. Por exemplo, enquanto se extingue um comportamento indesejável, pode-se reforçar comportamentos alternativos que são mais apropriados. Essa combinação garante que o comportamento desejado seja promovido enquanto o comportamento problemático é eliminado.

Tabela 1: Tipos de Extinção

Tipo de Extinção Descrição
Extinção de Comportamento Indesejado Redução gradual de um comportamento ao cessar o reforço que o mantém.
Extinção de Comportamento Apreciado Redução ou eliminação de um comportamento positivo através da retirada do reforço.
Explosão de Extinção Aumento temporário do comportamento indesejável antes de sua diminuição total.

Fonte: Skinner (1953) e Lovaas (1987)

Um dos conceitos essenciais para entender a extinção é a **explosão de extinção**, que se refere ao aumento temporário no comportamento indesejável logo após o início da extinção. Esse fenômeno pode ser frustrante tanto para o terapeuta quanto para o paciente, pois pode parecer que o comportamento está piorando antes de melhorar. No entanto, a explosão de extinção é apenas uma fase temporária, e com o tempo, o comportamento diminuirá se o reforço for consistentemente retirado. É fundamental que os profissionais de ABA estejam cientes dessa fase para não interromper o processo de extinção prematuramente, o que poderia reforçar ainda mais o comportamento indesejável.

Outro conceito importante relacionado à extinção é a **extinção de comportamento apreciado**, que ocorre quando um comportamento positivo é diminuído ou eliminado pela retirada do reforço. Embora a extinção seja geralmente aplicada a comportamentos indesejáveis, também pode ser utilizada em comportamentos que estavam inicialmente reforçados de maneira inadequada. Por exemplo, se uma criança recebe atenção excessiva por interromper os outros, a extinção desse comportamento pode ser aplicada retirando o reforço (atenção) sempre que a interrupção ocorrer.

Estudo de Caso:

Vamos considerar o caso de um adolescente que exibe comportamentos agressivos quando não consegue o que deseja. Esses comportamentos são reforçados por atenção, pois os pais respondem às agressões, concedendo o que a criança quer para evitar o comportamento agressivo. Nesse caso, a técnica de **extinção** seria utilizada, interrompendo o reforço dado ao comportamento agressivo. Os pais precisariam, consistentemente, não ceder ao comportamento agressivo, não fornecendo a atenção ou a recompensa desejada. Inicialmente, o comportamento agressivo pode aumentar, mas com o tempo, devido à falta de reforço, o comportamento tende a diminuir. Para garantir o sucesso da extinção, os pais também devem reforçar comportamentos alternativos, como a expressão verbal do desejo, criando uma oportunidade para o adolescente aprender novas formas de comunicação.

Este exemplo ilustra a aplicação de extinção em um contexto clínico. A extinção de comportamentos agressivos pode ser uma ferramenta poderosa quando utilizada corretamente. No entanto, deve-se ter em mente que a aplicação de extinção exige paciência e consistência, pois os resultados não são imediatos. Além disso, a extinção não deve ser aplicada de forma isolada, mas sim em conjunto com o reforço de comportamentos alternativos e desejáveis.

Perguntas e Respostas:

Pergunta 1: O que é a extinção em ABA?

Resposta: A extinção é o processo de reduzir ou eliminar um comportamento ao cessar o reforço que mantém esse comportamento. Ela é utilizada para eliminar comportamentos indesejáveis ao interromper a recompensa que os mantém.

Pergunta 2: O que é a explosão de extinção?

Resposta: A explosão de extinção é o aumento temporário do comportamento indesejável logo após o início do processo de extinção. Esse fenômeno é natural e temporário, e o comportamento diminui com o tempo quando o reforço é consistentemente retirado.

Pergunta 3: Como a extinção pode ser combinada com o reforço de comportamentos alternativos?

Resposta: A extinção pode ser mais eficaz quando combinada com o reforço de comportamentos alternativos. Por exemplo, em vez de reforçar um comportamento agressivo, o terapeuta pode reforçar uma comunicação verbal adequada, promovendo uma forma mais saudável de expressão do desejo.

Próxima Aula:

Na próxima aula, discutiremos as **operações motivadoras**, um conceito fundamental em ABA. Vamos explorar como eventos que alteram a eficácia dos reforçadores podem influenciar o comportamento e como utilizá-los para otimizar as intervenções terapêuticas.